quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O fenômeno do sincretismo no Brasil e no mundo.

Texto extraído do Livro Sociologia pra Jovens do Séc. XXI (2007). 


        Um fenômeno social bastante interessante mo Brasil é o chamado sincretismo religioso. Este é o resultado do contato cultural entres os povos e grupos, uma espécie de contaminação. É a existência comum de traços culturais e religiosos, considerados incompatíveis ou diversificados. É a união de elementos religiosos e culturais diferentes e, até antagônicos, em um só elemento. No caso do Brasil, é o encontro entre negros africanos, índios nativos e brancos europeus. Porém, antes de examinar o sincretismo na religiosidade brasileira, vamos ver como esse foi analisado na História.
       O Fenômeno do sincretismo não foi inventado no Brasil. Ele se origina na Grécia Antiga: dizem alguns historiadores que os cretenses, sempre dispostos a brigar entre si, se uniam quando eram atacados por um inimigo externo, ou seja, SIM + CRETISMO = união dos cretenses.
       Ao longo da História, o termo foi associado aos contatos e fusões religiosas e culturais dos diversos povos. No sul da Itália atual (na região da Calábria), por exemplo,  na semana de Páscoa, acontece um ritual religioso, que mistura a Paixão de Cristo com rituais dos antigos gregos de autoflagelação.
      No caso do Brasil, o sincretismo se manifestou em vários níveis: o candomblé, por exemplo, é o resultado da reelaboração de diversas culturas africanas como jejês, nagôs e bantos.
     Na umbanda e no candomblé, segundo Munis Sodré (2002), é a realização de um "acerto" de um "jogo de contatos", "uma troca de influências". Ou seja, a partir da realidade dos africanos e seus descendentes, para evitar a ameaça, eles se combinam com outros grupos, gerando formações sincréticas ou originais.
     A prática do catolicismo popular também é sincrético, como por exemplo: o culto de Nossa Senhora dos Navegantes e a Iemanjá. Com a mesma imagem realizam-se rituais na igreja e no mar. Ou ainda a festa do Nosso Senhor do Bonfim, na qual se reza a missa e se faz a lavagem das escadarias pelas mães-de-santo e filhas-de-santo.



Comentário: O Apóstolo Paulo diz em 2 Co cap. 6:
 
14  Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?
15  E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?
16  E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
17  Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;

Como uma Igreja diz que é de Deus, se se mistura com práticas que não o glorificam?

Eu não posso aceitar esta atitude. Infelizmente a maior instituição religiosa do cristianismo no Brasil, a Igreja Católica, tem essa prática em algumas regiões do país, e isso é vergonhoso, pois se prosseguirmos assim, estaremos sendo trevas e em comunhão direta com as trevas. Venha para a luz, saia dessa!

"E a meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro." Ez 44,23

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